O Presidente do Conselho de Administração do Porto de Luanda, Alberto António Bengue, apresentou as iniciativas que a empresa tem vindo a desenvolver nos domínios da sustentabilidade, transição energética, modernização das operações portuárias e boa governação corporativa, durante o painel sobre a Agenda 2030 e a Visão Angola 2050, realizado no âmbito do lançamento oficial da Rede do Pacto Global das Nações Unidas em Angola, no dia 11 de Maio, em Luanda.

A intervenção do PCA destacou o alinhamento das acções do Porto de Luanda às metas internacionais de desenvolvimento sustentável e às prioridades estratégicas nacionais, com enfoque na modernização das infra-estruturas portuárias, eficiência energética, digitalização de processos, descarbonização das operações e adopção de práticas institucionais orientadas para a sustentabilidade e inovação.

Entre as iniciativas apresentadas, destaca-se o projecto da Subestação Eléctrica do Porto de Luanda, em fase de conclusão, cuja inauguração está marcada para o primeiro semestre de 2026. A infra-estrutura permitirá que os navios desliguem os geradores enquanto estiverem atracados, contribuindo para a redução do consumo de combustíveis fósseis, das emissões poluentes e do impacto ambiental das operações portuárias.

O painel em que participou enquadrou-se no debate sobre a Agenda 2030, plano global das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável, e a Visão Angola 2050, instrumento estratégico que orienta as prioridades de longo prazo do país, incluindo a diversificação económica, a modernização das infra-estruturas, a valorização do capital humano e a sustentabilidade.

Durante o debate, foram ainda abordadas políticas e medidas facilitadoras para a integração das pequenas e médias empresas na economia, através da digitalização e do reforço da protecção social.

O lançamento da Rede do Pacto Global da ONU em Angola representa um marco para o sector empresarial nacional. Com a adesão de 65 empresas ao longo dos últimos quatro anos, Angola passou a ocupar a 11.ª posição entre as redes africanas do Pacto Global da ONU, tornando-se a primeira rede lusófona do continente africano a integrar oficialmente a iniciativa.

A rede reúne empresas de sectores estratégicos da economia nacional, incluindo banca, petróleo e gás, mineração, logística e sector portuário, comprometidas com os dez princípios do Pacto Global da ONU, ligados aos direitos humanos, trabalho, ambiente e combate à corrupção.

Criado em 2000 pelo antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, o Pacto Global da ONU é actualmente considerado a maior iniciativa mundial de sustentabilidade corporativa, contando com cerca de 1.300 empresas africanas cadastradas na plataforma das Nações Unidas.