A primeira Mesa Redonda dos Comités Técnicos da Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa (APLOP) arrancou no dia 8 de Julho, no Auditório Sílvio Barros Vinhas da Academia do Porto de Luanda, sob o lema “Portos Lusófonos da Competência à Competitividade Global”. O encontro reuniu representantes dos portos e autoridades marítimas dos países de língua oficial portuguesa para debater os desafios e oportunidades do sector marítimo portuário.

O presidente da Direcção da APLOP, Nazaré Neto, explicou que a iniciativa resulta do programa aprovado no último Congresso da associação, realizado no Lobito, e da reunião intermédia de Maputo, onde foram criados quatro comités técnicos para desenvolver temas estratégicos para os portos da lusofonia.

“Os quatro comités deverão trabalhar no sentido de desenvolverem os temas que lhes foram confiados”, afirmou, acrescentando que os resultados serão apresentados aos órgãos da APLOP. O responsável destacou ainda que os grupos técnicos têm vindo a trabalhar ao longo dos últimos meses, permitindo “não só trocar experiências, como também ouvir e ver o que é feito do outro lado do continente”.

O administrador executivo da Agência Marítima Nacional (AMN), César Ferreira, considerou que a mesa redonda constitui “um momento excelente para partilhar ideias, conhecimento e também solidificar os laços de irmandade”, tendo defendido ainda que desafios como a digitalização, a cibersegurança, a inteligência artificial, a descarbonização e a formação de quadros especializados exigem uma resposta coordenada dos portos lusófonos.

Em representação do presidente do Conselho de Administração do Porto de Luanda, Alberto Bengue, o administrador para Área Comercial, Planeamento e Programação de Navios, Silvano Araújo, afirmou que a iniciativa representa “um momento de reflexão estratégica, de concentração qualificada e de responsabilidade colectiva”.

“Os portos deixaram de ser apenas pontos de passagem para assumirem cada vez mais a condição de plataformas de inteligência económica, de integração regional e de competitividade global”, sublinhou. Silvano Araújo acrescentou que a competitividade depende da inovação, da cooperação, da digitalização e da valorização do capital humano, defendendo que “a competitividade portuária começa na qualificação, consolida-se na aprendizagem contínua e projecta-se na capacidade de formar profissionais aptos para responder aos desafios do presente e às exigências do futuro”.

A Mesa Redonda dos Comités Técnicos da APLOP decorreu em Luanda como espaço de reflexão e cooperação entre os portos de língua oficial portuguesa, com vista ao reforço da integração e da competitividade do sector.