A Empresa Portuária de Luanda apresentou, em Maputo, Moçambique, o tema “Transição Energética no Porto de Luanda: Iniciativas para a Descarbonização e Modernização Energética das Operações Portuárias”, na Conferência da APLOP sobre “Os Portos, Força Motriz da Economia Azul”, promovida pela Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa (APLOP).

A intervenção foi proferida por Danilo Alexandre da Silva, Chefe do Departamento de Transição Energética, num painel dedicado ao papel dos portos no desenvolvimento sustentável e na economia azul.

Na ocasião, o responsável destacou as principais iniciativas em curso no quadro da transição energética e da descarbonização das operações portuárias, com ênfase para a subestação eléctrica, apresentada como infra-estrutura estratégica para a modernização energética e o reforço da auto-suficiência do porto. Foram igualmente referidos projectos de eficiência energética, como a substituição progressiva da iluminação por tecnologia LED, o levantamento dos consumos energéticos e os estudos técnicos para análise dos padrões de consumo.

No domínio das energias renováveis e da electromobilidade, destacou-se ainda a avaliação da viabilidade de sistemas fotovoltaicos, a introdução gradual de veículos e motociclos eléctricos, a expansão da rede de carregamento, a criação de um corredor de segurança para a mobilidade interna e a meta de alcançar 20% de frota sustentável até 2030.

Como complemento deste percurso, o Porto de Luanda destacou a certificação ISO 14001, obtida em 2025, e os resultados da monitorização ambiental realizada entre Julho e Agosto do mesmo ano, que permitiu avaliar a qualidade do ar, o ruído, o solo e a água residual.

Durante a apresentação, Danilo Alexandre da Silva defendeu que “a experiência do Porto de Luanda demonstra que a transição energética nos portos pode ser conduzida de forma progressiva, estratégica e adaptada à realidade de cada porto”, realçando a necessidade de compatibilizar sustentabilidade, eficiência operacional e capacidade de resposta às exigências do sector marítimo-portuário.

Acrescentou que “as iniciativas em curso representam passos concretos para operações portuárias mais eficientes e ambientalmente responsáveis”, reafirmando o compromisso da empresa com o fortalecimento dos portos como motores da economia azul.

A participação do Porto de Luanda enquadrou-se nas conclusões gerais do Painel I, segundo as quais os portos devem evoluir para infra-estruturas modernas, resilientes, sustentáveis e tecnologicamente avançadas, com aposta em energias renováveis, digitalização e redução da pegada carbónica.