O Porto de Luanda quer alargar a base de clientes, aumentar a movimentação de mercadorias e acelerar a transformação digital até 2030. Estas metas integram o Plano Estratégico 2026-2030, que orienta a modernização dos serviços e o reforço da competitividade.

Segundo Mirian Martins, directora do Gabinete de Estudos, Planeamento e Controlo de Gestão, o documento sucede ao ciclo de 2021-2025 e responde aos desafios do comércio externo, da concorrência regional e da diversificação da economia.

A responsável apresenta como missão “Gerir e desenvolver infra-estruturas e serviços portuários de excelência, promovendo a inovação, a integração logística e o valor económico, ambiental e social de Angola”. Em linha com esta missão, a empresa assume, para este quinquénio, a visão de “Tornar-se num hub Logístico e sustentável na região”, orientando a sua actuação pelos valores da ética, do compromisso, da sustentabilidade e da segurança operacional e cibernética.

Este plano reúne 17 objectivos estratégicos, assentes nas prioridades de crescimento, competitividade, sustentabilidade e inovação. Prevê melhorar as condições de acostagem, aproveitar o potencial ferroviário e reforçar a ligação com a comunidade portuária.

Cada objectivo terá um líder responsável pelos planos de acção e indicadores de desempenho. A execução será acompanhada trimestralmente pelo Gabinete de Estudos, Planeamento e Controlo de Gestão, com reporte ao Conselho de Administração, balanços anuais e avaliação final em 2030.

A evolução da Janela Única Portuária (JUPII) deverá ampliar a integração dos sistemas e a partilha de informação em tempo real. Estão previstas a criação de um Comité e de um Laboratório de Inovação, a implementação de um Sistema de Gestão Integrado e a obtenção de certificações internacionais em segurança, gestão da informação e conformidade.

“Prevê-se um Porto mais eficiente e mais bem preparado para acompanhar o crescimento do comércio externo angolano, com processos mais ágeis e uma experiência de serviço superior para clientes e parceiros”, afirmou.

Os clientes deverão beneficiar de serviços mais eficientes, maior transparência e respostas mais céleres às reclamações. Para os concessionários e parceiros, prevêem-se melhores condições de operação e apoio à optimização das infra-estruturas.

A valorização dos trabalhadores passará pela formação contínua, através da Academia Portuária e de parcerias com universidades e portos internacionais, e pelo reforço da segurança no trabalho. O plano visa ainda consolidar a sustentabilidade financeira e ampliar a capacidade de investimento da empresa.

“O seu sucesso depende de os colaboradores compreenderem o rumo estratégico definido para a empresa”, concluiu Mirian Martins.