A VI Mesa Redonda da Associação dos Portos de Angola (APANG), realizada nos dias 30 e 31 de Julho, no Porto do Amboim, província do Cuanza Sul, recomendou a elaboração de um Plano Nacional de Digitalização Portuária, a criação de um observatório estatístico do subsector marítimo-portuário e o reforço da sustentabilidade ambiental e da formação do capital humano.

Nas conclusões e recomendações do encontro, os participantes defenderam a integração permanente das dimensões ambiental, económica e social na gestão portuária, considerando que “a digitalização representa um instrumento essencial para aumentar a eficiência, reduzir custos, melhorar a transparência e fortalecer a competitividade do sistema portuário”.

Segundo Gualdino Mpengo, porta-voz do encontro, a mesa redonda recomendou ainda a criação de comissões técnicas especializadas, inspiradas no modelo da Associação dos Portos de Língua Oficial Portuguesa (APLOP), para apoiar a produção de conhecimento, investigação e a elaboração de propostas técnicas para o desenvolvimento sustentável do sector.

Entre as recomendações constam, igualmente, o reforço da integração tecnológica entre a Janela Única Portuária (JUP), a Janela Única Logística (JUL) e a Janela Única Marítima (JUMA), a criação de um observatório estatístico marítimo-portuário, a adopção de políticas comuns de sustentabilidade, o fortalecimento da formação contínua cooperação institucional e a valorização do capital humano constituem os principais eixos estratégicos para o futuro do sistema portuário nacional”.

No balanço do encontro, o presidente da APANG, Nazareth Neto, considerou que esta poderá ter sido “uma das melhores mesas redondas que a Associação dos Portos de Angola já realizou no país”, destacando a participação activa das administrações portuárias, dos concessionários e dos demais intervenientes do sector.

O responsável assegurou que as recomendações aprovadas serão transformadas num plano de acção, cujo grau de execução será avaliado na próxima edição do evento. “Não vão ficar nas gavetas, ou seja, vamos pô-las em prática”, garantiu, acrescentando que a digitalização do sistema portuário é obrigatória, sob pena de o país ficar “fora do sistema global de gestão portuária”.

No encerramento, a presidente do Conselho de Administração da Agência Marítima Nacional, Anisabel Costa, em representação do secretário de Estado para os Sectores da Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adílson Catala, defendeu que “o futuro portuário depende da nossa capacidade de unir conhecimento, inovação e cooperação institucional”, apelando para que as recomendações sejam implementadas antes da próxima mesa redonda, que será realizada na província do Namibe.

Entre as delegações presentes no evento, esteve a do Porto de Luanda, chefiada pelo presidente do Conselho de Administração, Alberto Bengue.