O Porto de Luanda promoveu, na quinta-feira, 22 de Julho, durante a 41.ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA), o painel sobre o tema “Porto de Luanda: posição estratégica como hub regional”, no qual apresentou a sua visão estratégica para reforçar a competitividade do sector marítimo-portuário nacional.

O painel contou com as intervenções do administrador do pelouro Comercial, Planeamento e Programação de Navios, Silvano Araújo, e do director comercial da DP World Luanda, Patrick Andersson, com moderação de Márcia Costa, chefe do Departamento de Gestão das Concessões da Direcção Comercial do Porto de Luanda.

Silvano Araújo afirmou que o Porto de Luanda deve ser encarado como um ponto de ligação entre diferentes modos de transporte, pessoas, mercadorias e sistemas logísticos. “O porto é um ponto de conexão que permite ligar modais, sistemas, pessoas e cargas”, sublinhou.

Segundo o administrador, a empresa está a investir para posicionar o Porto de Luanda entre os principais portos da região, reforçando a capacidade operacional e a eficiência dos serviços.

“Estamos a fazer investimentos para nos posicionarmos ao nível dos maiores portos da região”, referiu.

Silvano Araújo acrescentou que a estratégia passa pela modernização das infra-estruturas, automatização dos processos e criação de plataformas logísticas que facilitem o trânsito de mercadorias e reforcem a ligação com os países vizinhos.

“Hoje já temos muitas solicitações de indústrias locais que pretendem utilizar as condições favoráveis do país para produzir aqui e exportar para os países vizinhos”, afirmou.

Por sua vez, Patrick Andersson defendeu que Angola reúne condições para se afirmar como um importante centro logístico regional, destacando a estabilidade e a segurança marítima do país como factores de atracção para os armadores.

“Angola tem uma estabilidade e uma segurança marítima que muitos países não têm”, assinalou.

O director comercial da DP World Luanda sublinhou que a competitividade do sector depende cada vez mais da qualidade e da eficiência dos serviços prestados.

“Hoje já não se pensa apenas no preço; pensa-se também na qualidade do serviço”, destacou.

No encerramento, Silvano Araújo considerou que a presença de operadores internacionais representa uma oportunidade para elevar a qualificação das equipas e aproximar o Porto de Luanda das melhores práticas internacionais.

“Precisamos de capacitar as nossas equipas para estarmos na mesma linha dos operadores internacionais”, defendeu.

A 41.ª edição da FILDA decorre de 21 a 26 de Julho, na Zona Económica Especial, em Icolo e Bengo. O evento foi aberto pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, que destacou o certame como uma plataforma estratégica para promover o investimento, a produção nacional, a inovação e a diversificação da economia.