O Porto de Luanda promoveu, no dia 17 de Julho, mais uma sessão de partilha de conhecimento, subordinada ao tema “O Impacto da Gestão da Continuidade de Negócio no Desempenho da Organização”, apresentada por Filomena Sebastião, risk advisor do Gabinete de Auditoria Interna. A sessão foi moderada pelo presidente do Conselho de Administração, Alberto Bengue.

A iniciativa teve como objectivo sensibilizar os participantes para a importância da gestão da continuidade de negócio como instrumento para garantir a manutenção dos serviços críticos durante uma crise, gerir riscos e reforçar a resiliência organizacional.

Durante a prelecção, Filomena Sebastião defendeu que a preparação para situações de emergência deve envolver toda a organização, salientando que “a segurança é feita por todos e para todos” e que a prevenção é determinante para evitar que emergências evoluam para crises.

Para ilustrar o impacto dos eventos disruptivos, recorreu aos exemplos da explosão no Porto de Beirute, no Líbano, do ataque cibernético à Maersk, do acidente no Porto de Aqaba, na Jordânia, e dos atentados de 11 de Setembro. Segundo a prelectora, estes casos evidenciam que falhas na prevenção e na gestão do risco podem comprometer a continuidade das operações e provocar graves prejuízos humanos, materiais e financeiros.

A responsável alertou que o Porto de Luanda não está imune a este tipo de ocorrências, defendendo uma cultura organizacional assente na prevenção e na gestão dos riscos. “As nossas acções, a nível estratégico e operacional, devem estar direccionadas para a preservação do negócio e da continuidade operacional”, afirmou.

Filomena Sebastião destacou ainda que a gestão da continuidade de negócio começa pela avaliação de riscos. Neste âmbito sublinhou a importância do Business Impact Analysis (BIA), ou Análise de Impacto no Negócio, para identificar processos críticos, definir tempos de recuperação e preparar cenários de resposta. “A gestão da continuidade de negócio começa sempre com a avaliação de risco”, referiu, acrescentando que “todas as áreas devem realizar o BIA e as pessoas que lideram os processos devem demonstrar competências”.

Outro dos aspectos abordados foi o papel da liderança. Para a prelectora, o compromisso do Conselho de Administração e das chefias é determinante para consolidar uma cultura de continuidade de negócio. “É importante, é imprescindível e indispensável o apoio da liderança nesta matéria”, frisou.

A sessão terminou com o reforço da ideia de que a continuidade de negócio depende do envolvimento de todos os colaboradores. Como concluiu Filomena Sebastião, “se algum evento disruptivo acontecer no Porto de Luanda, não impactará somente o Porto; pela sua importância estratégica, afectará Angola”.