O Auditório Sílvio Barros Vinhas acolheu, no dia 5 de Março, uma palestra sobre ética nas organizações, conduzida pela subprocuradora-geral da República, Pulquéria Van-Dúnem.

A iniciativa foi promovida pelo Comité de Ética do Porto de Luanda e enquadrou-se nas actividades alusivas ao Dia Internacional da Ética, incentivando a reflexão sobre valores, integridade e responsabilidade nas instituições.

Durante a sua intervenção, Pulquéria Van-Dúnem destacou que a ética constitui um pilar essencial para o funcionamento das instituições e para a construção de relações de confiança entre organizações e cidadãos, sublinhando a relevância deste debate em instituições que lidam directamente com o público e prestam serviços de grande impacto social.

A magistrada explicou ainda a diferença entre conceitos como moral, ética e carácter, assinalando que a ética funciona como uma orientação interior que ajuda a distinguir o que deve ou não fazer, mesmo quando não está sob observação.

A palestra abordou também temas como confidencialidade, formalidade nas comunicações institucionais, rigor profissional e diferentes formas de assédio no ambiente de trabalho, temas que suscitaram intervenções no debate que se seguiu.

Em declarações ao PortoNotícias, Pulquéria Van-Dúnem salientou a importância de promover reflexões sobre ética em instituições com forte ligação ao público, como o Porto de Luanda. “Falar de ética é sempre importante. O Porto de Luanda tem uma actividade que lida muito com o público e presta um serviço essencial. Por isso, a reflexão sobre ética torna-se ainda mais necessária”, destacou.

Sobre o comportamento esperado dos trabalhadores, a autoridade referiu que a ética profissional deve estar presente em todas as funções. “Quem trabalha na estiva deve ter consciência de que a sua função é movimentar mercadorias dentro do espaço portuário e não para fins pessoais. Quem atende o público deve saber lidar correctamente com os utentes e cuidar dos instrumentos de trabalho. Tudo isto faz parte da ética profissional”, realçou.

Ao concluir, deixou uma mensagem dirigida aos trabalhadores portuários: “A ética não nos faz mal nenhum, pelo contrário, só nos faz bem. O meu conselho é que procurem ser sempre éticos e sintam orgulho nisso”.

A actividade contou com a presença do administrador para a área de Estratégia, Segurança e Ambiente do Porto de Luanda, Aníbal Vuma, do presidente do Comité de Ética do Porto de Luanda, Inglês Pinto, do vice-presidente do órgão, António Ventura, bem como do presidente da Associação Angolana de Ética e Sustentabilidade (AAES), Zeferino Estêvão Juliana, além de trabalhadores portuários e outros convidados.

A iniciativa integrou as acções de promoção da cultura de integridade no Porto de Luanda, reforçando o compromisso da instituição com a ética, a transparência e o bom serviço público.