O Porto de Luanda continua a consolidar o seu estatuto de principal plataforma logística da África Central, através da execução de um plano director orientado para a extensão da sua influência comercial até à República Democrática do Congo (RDC).

Esta orientação estratégica, que incide prioritariamente sobre o Corredor Leste de Angola, tem como objectivo a captação de novos fluxos de carga regional, bem como a garantia da sustentabilidade financeira da infra-estrutura a longo prazo. No quadro das suas competências de autoridade portuária, a instituição tem liderado um processo de articulação com os diversos parceiros do sector.

Recentemente, o Grupo Técnico do Projecto de Instalação do Terminal de Trânsito Aduaneiro para a RDC realizou um levantamento operacional exaustivo, em coordenação com a Administração Geral Tributária (AGT), centrado no posto fronteiriço do Luau, na província do Moxico.

A missão técnica decorreu entre os dias 10 e 16 de Janeiro, cobrindo o eixo logístico Luanda – Icolo e Bengo – Cuanza-Norte – Malanje – Saurimo – Luau. O trabalho de campo visou a análise dos fluxos logísticos existentes e a avaliação das condições necessárias para suportar um aumento do trânsito de mercadorias, assegurando que o Porto mantém a capacidade de resposta face à crescente procura externa.

Segundo Wladimir Santos, director comercial do Porto de Luanda, a deslocação permitiu validar as condições existentes e dialogar com os operadores. “Foi efectuada a caracterização do percurso e realizadas reuniões com as autoridades competentes, visando a identificação de soluções que garantam a fluidez do trânsito para a RDC”, referiu o responsável. A iniciativa enquadra-se na visão institucional de posicionar o Porto de Luanda como porta preferencial de acesso ao comércio congolês.

No Luau, a delegação manteve encontros de trabalho com a AGT, a Polícia Fiscal Aduaneira, a Polícia de Guarda-Fronteiras e o Serviço de Migração e Estrangeiros, com o intuito de harmonizar procedimentos administrativos e promover um trânsito mais célere e previsível. A RDC, cuja economia assenta fortemente na exportação de minérios, confere a este corredor uma importância vital.

Para José Sikuete Viagem, director da 7.ª Região da AGT, a cooperação é total: “A AGT e o Comité de Gestão Coordenada de Fronteiras mantêm-se disponíveis para ajustar procedimentos à realidade logística e reforçar os meios tecnológicos, mitigando riscos”. Esta acção conjunta reafirma o papel do Porto de Luanda como motor da integração logística e do desenvolvimento económico nacional.