A possibilidade de Luanda integrar o calendário da “E1 Series”, o primeiro campeonato mundial de lanchas totalmente eléctricas, esteve em análise no dia 11 de Dezembro, durante um encontro entre a comissão organizadora da prova e a Administração do Porto de Luanda. A visita teve como foco a avaliação das condições técnicas e logísticas existentes, bem como a auscultação do Porto quanto ao apoio institucional e operacional necessário à realização do evento.

De acordo com o porta-voz da organização, Tiago Cabral, fundamental no processo. O porta-voz adiantou ainda que, na fase de avaliação, foi analisada a configuração o encontro permitiu “aferir a possibilidade” de levar a competição à capital do país, numa etapa prevista para o ano de 2026.

Segundo o responsável, caso o projecto avance, a janela temporal apontada é o mês de Setembro de 2026, ainda sem data definida. Tiago Cabral explicou que a reunião serviu para confirmar requisitos previamente identificados e discutir necessidades de apoio logístico, sublinhando que as embarcações e equipamentos são transportados em contentores, o que atribui ao Porto de Luanda um papel fundamental no processo.

O porta-voz adiantou ainda que, na fase de avaliação, foi analisada a configuração do percurso e os espaços com potencial para acolher o evento, incluindo a possibilidade de parte da prova decorrer na Baía de Luanda.

Em declarações no final do encontro, o PCA em exercício do Porto de Luanda, João Fernandes, afirmou que a empresa está disponível para apoiar a iniciativa na medida do possível, defendendo que o evento pode também contribuir para a projecção externa do país. “É uma forma de promover o turismo em Reunião técnica para avaliação das condições de acolhimento da prova Angola. Por isso, estamos abertos, dentro daquilo que nos for possível”, disse.

A decisão final sobre a realização do evento em Angola permanece em avaliação por parte da organização.

Durante o encontro, a comissão destacou como principais diferenciais da “E1 Series” a aposta na sustentabilidade, por se tratar de barcos movidos a energia eléctrica, o incentivo à inovação tecnológica no sector marítimo e a igualdade de género, com equipas constituídas por dois pilotos, um homem e uma mulher.