O Porto de Luanda realizou, nos dias 27 e 28 de Outubro, no Auditório Sílvio Barros Vinhas, o seminário “Eficiência Operacional dos Portos”, com o objectivo de identificar soluções para reduzir custos, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade do sector portuário nacional, através de debates e da partilha de experiências sobre os principais desafios da actividade portuária.

Na abertura do evento, o Administrador para a Área Comercial, Planeamento e Programação de Navios, Silvano Araújo, defendeu que a eficiência dos portos deve ser analisada à escala de toda a cadeia logística. Segundo o responsável, a rapidez na movimentação de mercadorias nos terminais perde impacto quando persistem demoras nos procedimentos aduaneiros, na fiscalização ou no transporte terrestre.

O Administrador sublinhou que a melhoria do desempenho exige uma acção coordenada entre a autoridade portuária, os concessionários e as demais entidades envolvidas. “A eficiência operacional exige cooperação institucional, partilha de informação, simplificação administrativa e definição clara das responsabilidades”, afirmou.

Silvano Araújo referiu que a modernização do Porto de Luanda tem sido acompanhada de investimentos em infra-estruturas, equipamentos especializados e segurança, em parceria com os concessionários. Destaco igualmente a Janela Única Portuária, destinada a simplificar procedimentos, facilitar a troca de informação e tornar mais previsível a prestação dos serviços.

“Se não formos competitivos, vamos ficar para trás”, alertou, ao abordar os riscos que a perda de volumes de carga e de investimentos para a actividade económica e o emprego. Acrescentou que a melhoria das operações portuárias pode contribuir para reduzir os custos logísticos, apoiar as exportações e reforçar as ligações de Angola aos mercados da África Austral e Central.

No segundo dia, a Administradora Não Executiva Rosa Sobrinho destacou que a eficiência depende de processos organizados, equipamentos fiáveis, profissionais capacitados e informação disponível. Defendeu que a transformação digital não deve limitar-se à aquisição de equipamentos ou plataformas, mas traduzir-se numa mudança na forma de trabalhar, partilhar dados, gerir operações e avaliar resultados. Segundo a responsável, a integração de dados pode reduzir os tempos de espera e melhorar o planeamento.

Ao longo dos dois dias, o seminário abordou constrangimentos operacionais, tecnologia, automação, segurança e gestão de pessoas e processos. Participaram representantes dos terminais portuários, agentes de navegação, despachantes, transitários, da Polícia Fiscal e de outras instituições ligadas à actividade logística