O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, acompanhado do PCA do Porto de Luanda, Alberto António Bengue, e do Administrador Executivo para a Área Comercial, Planeamento e Programação de Navios, Silvano Araújo, visitou, no dia 3 de Setembro, a embarcação Tchiowa, atracada no Terminal de Cabotagem do Porto de Luanda, para conhecer as características técnicas, as condições operacionais e o plano de exploração.

Durante a apresentação, Onésimo Gaspar, Director de Operações e Tripulação da Sécil Marítima, explicou que o ferryboat possui 93 metros de comprimento, 18 metros de boca e 2,8 metros de calado, podendo atingir uma velocidade máxima de 14 nós. Está equipado com quatro propulsores azimutais, capazes de efectuar rotações de 360 graus.

A embarcação tem capacidade para transportar 430 passageiros, até 168 viaturas ligeiras e cerca de 640 toneladas de carga geral. Quando configurado para veículos pesados, o convés principal pode acomodar entre 23 e 26 camiões, enquanto o convés inferior dispõe de espaço para 40 viaturas ligeiras.

Na visita técnica, a comitiva percorreu os conveses, as salas de máquinas, a área dos passageiros, os alojamentos da tripulação e a ponte de comando. O espaço destinado aos passageiros possui assentos com entradas USB, Internet por Wi-Fi, balcão de apoio, salão especial e instalações sanitárias para homens, mulheres e pessoas com deficiência.

No piso superior, ficam os alojamentos, a cozinha e a área de refeições da tripulação. Na ponte de comando, a comitiva conheceu radares, sondas, o sistema de leme, girocompassos e compassos magnéticos.

O Tchiowa conta actualmente com um capitão e um chefe de máquinas gregos, que deverão permanecer em Angola durante seis meses para transmitir conhecimentos técnicos à tripulação nacional.

Anteriormente denominada Proteas, a embarcação aguarda a conclusão do desalfandegamento, a formalização da mudança de nome e a definição dos mecanismos financeiros para iniciar as operações.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da Sécil Marítima, João Martins, a entrada em actividade depende, sobretudo, do desalfandegamento. “Tudo depende do desalfandegamento. Tão logo tenhamos a situação resolvida, entraremos em operação”, afirmou.

O plano preliminar prevê quatro a seis viagens por mês, frequência que pode ser ajustada à procura e à disponibilidade de carga. A rota Soyo–Cabinda–Soyo é a primeira opção para a exploração do Tchiowa, devido à elevada procura de passageiros entre as duas localidades.

A embarcação deverá complementar os meios de transporte de passageiros, viaturas e mercadorias, contribuindo para o reforço da cabotagem nacional.