O Porto de Luanda participou, de 5 a 17 de Novembro, no exercício da série Grand African Nemo 2025 (GANO25), no âmbito do Grupo Operativo Multissectorial para a Vigilância e Fiscalização Marítima, a convite da Marinha de Guerra Angolana. A iniciativa enquadra-se no Código de Conduta de Yaoundé e tem como objectivo o reforço da segurança marítima no Golfo da Guiné.

O GANO25 teve início com um acto de abertura, assinalado de forma simultânea, nas cinco zonas do Golfo da Guiné, região em que Angola assegura a coordenação da Zona A. A cerimónia decorreu no Auditório do Instituto Superior da Marinha de Guerra de Angola, tendo a coordenação dos exercícios sido assegurada pela Marinha de Guerra Angolana.

O exercício contemplou uma componente CPX (exercícios de planeamento em carta e workshops), com a realização de briefings e sessões temáticas sobre riscos e crimes marítimos, incluindo tráfico ilegal de armas e drogas, emigração ilegal, crimes ambientais, pesca ilegal (não declarada e não regulamentada – INN), pirataria, contrabando e coordenação interagências. O programa incluiu ainda um simpósio e sessões de debriefing.

Na fase FTX, com exercícios no mar e em terra, foram executados cenários operacionais ligados à pesca, poluição marítima, contrabando de combustível, tráfico de droga, tráfico de armas, imigração ilegal, protecção de plataforma petrolífera (Soyo) e sequestro de navio, entre outros exercícios previstos no plano de actividades. As acções decorreram nas províncias de Luanda e Cabinda.

Na sequência da sua participação, o Porto de Luanda recebeu um certificado de reconhecimento emitido pelo comandante da Marinha de Guerra Angolana, que destaca a participação e o contributo da instituição no âmbito do “Grand African Nemo 2025”.

Para a empresa, a integração neste exercício representou uma oportunidade de contacto directo com modelos de coordenação e resposta em contexto realista, fortalecendo a cultura de prevenção e de prontidão institucional. A distinção recebida projecta, por outro lado, uma mensagem de compromisso com a segurança marítima e com a cooperação multissectorial, dimensões que contribuem para a confiança nas operações portuárias e para a estabilidade do comércio marítimo na região.

No quadro geral, a actividade envolveu 19 marinhas africanas costeiras e sete marinhas parceiras internacionais, mobilizando mais de 55 meios navais e 11 aeronaves. O exercício integrou-se na Arquitectura de Yaoundé, plataforma responsável pela partilha de informação e coordenação de operações no Atlântic.